ASSUM PRETO


NOVO ENDEREÇO

Publico algumas crônicas eventualmente aqui:

TODAS AS JANELAS DO MUNDO



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 15h37
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NERUEGA

 JÁ DISPONÍVEL NA AMAZON EM KINDLE FORMAT



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 18h52
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NERUEGA

LANÇAMENTO EM KINDLE FORMAT: NERUEGA

http://www.amazon.com/dp/B009YWM7HO

 

Detalhes aqui:

https://sites.google.com/site/luismanoelsiqueira/neruega

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 10h32
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A URGÊNCIA DE ANIMAR O CORAÇÃO

 

 

      

 A URGÊNCIA DE ANIMAR O CORAÇÃO

 

Uma seleção de poemas ao longo de quase 40 anos, incluindo “Miguel, O Gato” e “Norman e o Motor da Sala”, disponível para leitura ou livre download, aqui, num site em construção:

 

       https://sites.google.com/site/luismanoelsiqueira/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 17h09
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DESPEDIDA

 

Projeto concluído. O Assum Preto teve início no Beco da Cultura em Petrolina no final dos nos 1990. Agora termina, pois muito do que aqui já foi dito e comentado, não merece ser repetido, ocupando espaço e tempo. O cotidiano cansa, pois é igual para todo mundo: roda gigante de altos e baixos, como a vida.

Selecionei o que penso ter escrito de mais significativo e vou deixar aqui. Passarei a cuidar do que escrevi e ainda não publiquei. Alguma coisa já postei em TODAS AS JANELAS DO MUNDO, onde brevemente estarão mais arquivos e links com trabalhos maiores. Deverei publicar uns livros nos anos vindouros, Deus permitindo. Trabalhos escritos há muito e guardados a espera do mosto necessário – o fermento do tempo.

 

Obrigado a todos os que por aqui passaram.

 

LMS.

 

Licença Creative Commons
A obra ASSUM PRETO de LUIS MANOEL PAES SIQUEIRA foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 11h45
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SOBRE COISAS PERIGOSAS DA VIDA

                                         

    

A Agricultura me ensinou muita coisa. A maioria delas, pela via do sofrimento.

 

No ano que aprendi a plantar melão, a produção foi estrondosa, mas o preço mal pagava a colheita. No ano seguinte, a produção se repetiu e o preço compensou. Comprei um carro novo. Fiquei entusiasmado e plantei de novo. Choveu. Melão detesta chuva.Tive um prejuízo tão grande que precisei vender o carro. Passei a andar a pé. Descia do ônibus que vinha da cidade e caminhava quatro quilômetros, muitas vezes à noite, até chegar na fazenda.

 

A escuridão das noites sem lua no sertão é indescritível. Ninguém enxerga além de um metro à frente. Lembrava-me do menino que eu havia sido um dia, e que tinha medo do escuro do quarto.

 

Muitas vezes, para matar a solidão da caminhada, eu começava a cantar.

 

Luiz Vieira, compositor natural de Caruaru, tem um clássico da MPB. Uma toada enfeitiçada de bela chamada “Menino de Braçanã”. Em poucas palavras, Vieira fala da infância e da preocupação de um menino em obedecer as recomendações da mãe e voltar pra casa cedo, sem medo do escuro, pois tem fé.

 

Eu mesmo prometi a minha mãe nunca mais plantar melão.

 

 

É tarde, eu já vou indo

Preciso ir embora - até amanhã

Mamãe quando eu saí disse

Filhinho não demora em Braçanã

 

Se eu demoro mamãezinha Tá a me esperar

Pra me castigar

Tá doido moço

Num faço isso, não

Vou-me embora, vou sem medo dessa escuridão

Quem anda com Deus

Não tem medo de assombração

e eu ando com Jesus Cristo

No meu coração

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 08h34
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O FILHO DO HOMEM ARANHA

Riquelme Wesley dos Santos brincava com a sua fantasia de homem-aranha quando a casa ao lado pegou fogo. Uma mulher chorava. Havia um bebê lá dentro.

 

Riquelme disse a mulher para ficar calma e entrou na casa em chamas, tirou o bebê de dentro e saiu pulando entre as labaredas, entregando a criança nos braços da mãe.

 

Aconteceu no interior de Santa Catarina, no inicio de novembro deste ano. Riquelme tem apenas cinco anos de idade. Os jornalistas chegaram e lhe perguntaram como fizera. Ele explicou tudo e acrescentou:

 

- Eu sou filho do Homem – Aranha !

 

A façanha de Riquelme foi, para mim, a melhor noticia da imprensa no ano de 2007. Eu sei que brevemente a mídia não falará mais nele. Há escândalos demais para noticiar. Desenganos nacionais, desencantos, balas perdidas no meio das cidades, abandonos seculares...

 

Todo final de ano uma antiga magia surge das cinzas das lapinhas dos anos passados. No dia 25 de dezembro o Filho do Homem – Aranha renasce numa manjedoura distante, e a esperança de salvação se renova no coração de alguns homens.

 

Tudo o que eu peço ao Homem – Aranha é que renove em mim também esse desejo de ser amigo do seu Filho, esse seu Filho que salva as pessoas de uma vida banal, medíocre, vazia, sem amor e sem graça.

 

Feliz Natal, Riquelme. Seja muito feliz. Seja um homem de bem. Não há maior bravura na vida do que ser um homem bom.

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 20h46
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O REFRÃO DO BAR SAVOY

 

O meu primeiro copo de cerveja foi no Bar Savoy, levado pelo meu avô, servido por Careca, o garçom que servia o poeta Carlos Pena Filho. Meu avô me mostrou a placa de bronze com o trecho do famoso poema na parede.

 

Mais de trinta anos depois voltei ao Bar Savoy para assistir ao impeachment de Fernando Collor. O bar, lotado de gente. A Avenida Guararapes cheia de estudantes de caras pintadas.

 

“Na Avenida Guararapes o Recife vai marchando

O Bairro de Santo Antonio tanto se foi transformando

Que agora as cinco da tarde mais se assemelha a um festim

Nas mesas do Bar Savoy, o refrão tem sido assim:”

 

Eu levava uma namorada a tira-colo. Uma morena que sorria e segurava a minha mão. O clima na avenida era de festa. De expectativa.  De alegria.

 

“Ah, se a gente pudesse, fazer o que tem vontade

Espiar o banho de uma

A outra amar pela metade

E daquela que é mais bela,

Quebrar a rija vaidade”

 

Cada voto dos deputados foi acompanhado com aplausos ou com vaia. E quando enfim o último voto pela cassação foi dado, o bar inteiro subiu em cima das cadeiras e cantou o hino nacional. Do lado de fora, as pessoas se beijavam, gritavam e agitavam bandeiras.

 

“Mas como a gente não pode, fazer o que tem vontade

O jeito é mudar de vida, num diabólico festim

Por isso no Bar Savoy o refrão é sempre assim:”

 

O meu avô morreu. O namoro acabou. O Bar Savoy não mais existe. O “companheiro” Fernando Collor hoje em dia faz parte da base aliada do governo. Os Caras – Pintadas lavaram a cara. E as mãos...

 

“São trinta copos de chope, são trinta homens sentados,

Trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustrados!”

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 19h30
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A RUA DAS ILUSÕES PERDIDAS

Um livro me caiu nas mãos uma vez. Uma pequena novela traduzida para o português como “A RUA DAS ILUSÕES PERDIDAS” (CANNERY ROW) de John Steinbeck. Entrou para a lista dos meus dez preferidos.

 

O personagem principal, Doc, é um solitário biólogo marinho que vive num pequeno laboratório, na costa oeste do Pacifico, Monterey,durante a depressão de 30, coletando espécies para vender para os colégios e institutos de pesquisa.

 

Doc era querido por toda a vila, e recebia no laboratório, a visita de pescadores de sardinhas, prostitutas, vagabundos e escritores, onde sempre fazia festas, ouvia música e discutia filosofia. Steinbeck o descrevia assim:

 

 Doc poderia escutar qualquer coisa sem sentido e transformá-la em sabedoria. A sua mente não tinha horizontes e a simpatia não possuía limites.”

 

A internet me revelou um fato curioso. Doc existiu. O laboratório também. Chamava-se Ed Rickets e era um grande amigo de Steinbeck. Mais: Rickets foi um brilhante biólogo ambiental num tempo em que ninguém falava em meio ambiente. Escreveu um livro chamado “ENTRE AS MARÉS DO PACÍFICO” que virou um clássico da literatura científica mundial.Um livro considerado seminal.

 

         (ED RICKETS)

 

Rickets morreu num trágico acidente, quando um trem bateu no seu carro.

 

Steinbeck ganhou o Nobel de literatura. Cannery Row é sua obra prima. Poucos livros me comoveram tanto. O final é surpreendente e simplesmente encantador.

 

Quando vi sua foto na internet, achei curiosamente parecido com a imagem que eu fazia de Doc quando li o livro. Os seus biógrafos todos dizem que hoje em dia é praticamente impossível separar o personagem de Cannery Row, do homem que ele realmente foi.

 

     

                                                           (ED RICKETS)

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 07h28
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ROGAI POR NÓS

                           

Mikhail Bakhtin, filosofo russo, estudioso de literatura e da linguagem. Criador da teoria da CARNAVALIZAÇÃO.

A Teoria da Carnavalização é composta por quatro elementos:  a inversão, excentricidade,familiarização e profanação. Sendo a principal delas a Profanação.

Assim, as restrições,leis e proibições, que sustentam o sistema e a ordem da vida comum, revogam-se durante o carnaval.

 “revogam-se, antes de tudo, o sistema hierárquico de todas as formas conexas de medo, reverência, devoção, etiqueta etc”.

Brasil: terra de carnaval eterno. Terra de sucessão de erros. Terra de desigualdades várias. Terra de macunaímas autofágicos, do canibalismo de valores, de princípios.

Brasil: Um grande buraco no metrô que engole políticos, um menino arrastado num carro alegórico por bandidos, até a morte. Um buraco que engole homens sérios e honestos, junto com um turbilhão de trios elétricos, confetes e serpentinas.

- A Benção, São Bakhtin !

 

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 11h49
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DEDICIO E SEU CAVALO

        

Eu tive, na vida, a portunidade de conhecer príncipes europeus herdeiros presuntivos. Governadores, ministros, embaixadores, e grandes empresários. Desde cedo caminhei entre tapetes vermelhos de palácios, entre carros oficiais, entre protocolos e formalidades.

 

Um dia, a vida mudou, e fui trabalhar no garimpo. Convivi entre as feras por dez anos. Homens–cicatrizes. Restos de homens. O garimpo marcou minha vida de uma forma indelével.

 

Quando cansei, fui ser agricultor. Mais dez anos no sertão da Bahia. Rio São Francisco. (Eu gostava de nadar de noite, olhando as estrelas...) Lá conheci vaqueiros, pescadores e Seu Dedicio: Um leão em forma de gente. Ele e seu cavalo branco, que subiam a serra para tombar madeira para ganhar o pão. E alimentar uma família inteira. Contratei Dedicio para trabalhar comigo várias vezes.

 

Dedicio tinha sido até estivador no porto de Santos. Voltou para Sento Sé. Contou-me muitas estórias. Dos garimpos de ametista do Icaibro, e do Caboclo d’água que ele viu dentro do Rio. Ele viu. Acredito que viu. Eu acredito em homens como Seu Dedicio.

 

Uma vez levei um amigo professor de lingüística da UFPE, que foi me visitar, para a casa de Dedicio. Ele nos contou, com tristeza, a agonia da morte de seu cavalo branco.

Na saída, meu amigo estava maravilhado com a estrutura narrativa de Dedicio. Um encanto. Poesia pura. Uma declaração de amor ao animal que tanto lhe ajudara na vida.

 

Nunca mais vi Dedicio. Sei que nunca mais o verei. Mas gostaria de dizer aqui, uma coisa, e soltar nos ventos da internet  - será que eles passam em Sento Sé ?

 

- Seu Dedício, o senhor é um dos homens mais importantes que eu conheci.

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 10h40
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VERÔNICA, A PRIMAVERA CHEGOU !

                

Alemanha, década de 20. Seis rapazes cantores explodiram de sucesso na Europa: COMEDIAN HARMONISTS. Primeiro conjunto pop do mundo. “Verônica, a primavera chegou”- era uma de suas canções. Alguém se lembra? Alguém conhece ?

 

Então veio o nazismo. Três deles eram judeus. E Goebbels, o ministro de Hittler, os proibiu de cantar juntos. O grupo se dividiu para sempre.

 

Existe filme sobre eles. Uma peça musical na Broadway.

 

Efêmero é o sucesso. A vida. Quem quiser que se iluda. Ela passa rápido, Verônica, assim, como todas as primaveras.

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 07h50
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CONVITE

 

 

Eu gostaria de saber se você aceita ir comigo ao baile de sábado à noite.

Pode usar aquele seu vestidinho de algodão florido, eu usarei o meu sapato novo.

 

Irei buscá-la em casa e, como é tão perto, iremos caminhando pela rua.

 

Na festa, dançarei somente com você. Eu prometo. E sorriremos ao tocarmos as mãos.

 

Na volta da festa, acompanho você até o portão e lhe pedirei um beijo.

 

E quando for embora, levarei em minhas mãos o seu perfume. Uma alegria enorme de não caber mais dentro de mim. Uma mancha de baton no rosto e a lembrança de uma balada antiga - nossa canção.

 

Eu te convido para o baile de sábado !

 

Herman Tjepkema



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 10h40
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MAVUTSINIM, MIGUEL E O LEÃO

      

       

No alto Xingu, os índios contam que Mavutsinim vivia só e triste, pois era único no mundo. Então pegou uma concha numa lagoa, e dela criou a primeira mulher. Com ela, Mavutsinim teve um filho – o primeiro homem. Um dia, Mavutsinim pegou a criança, desapareceu pela mata, e nunca mais voltou. A mãe, muito triste, voltou para a lagoa e se transformou novamente numa concha, de onde nunca mais saiu. Do filho de Mavutsinim nasceram todos os homens.

 

Eu estava vivendo nas margens do  Rio São Francisco, alto sertão da Bahia, quando soube que um leão do circo Vostok, no Recife, matou acidentalmente José Miguel, um garoto de 8 anos. Corria o ano de 2000, e eu passei uma semana sem dormir direito.

 

Meses depois, chegou na região o Circo Pindorama, composto inteiramente por uma família de anões, todos pornográficos, mas extremamente gentis. O chefe deles me contou, no meio de uma longa conversa, que a morte de José Miguel quase acabara com a reputação do circo no Brasil.

 

De noite, na fazenda, eu olhava o céu estrelado, as zelações riscando o infinito, admirando aquela grandiosa arquitetura de Mavutsinim. Do mistério que faz germinar uma semente na terra irrigada, ao perfeito sistema de navegação das aves de arribação que cruzam o oceano. 

 

Então, a minha pouca fé peregrina atravessava a noite perguntando por que, quem na Bíblia fechou a boca dos leões para Daniel, não fêz igual diante do menino no Circo. Por que Mavutsinim não se compadece com o pranto das mães que se transformam em conchas, e voltam para viver em lagos de pranto.

 

 

                                                                 (Para minha irmã Solange, com saudade.)

 

 

 ( PIETA - Paula Rego)

 

 



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 22h31
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SINHOZINHO

               

 

De todas as estórias que vivi com Sinhozinho, em garimpos e viagens pelo país, recordo de uma insólita visita que fizemos a uns garimpeiros presos por roubo de esmeraldas em Campo Formoso. Fui à cadeia levado por ele, onde conheci os ladrões que ele fazia questão de visitar todos os dias. Soube depois que, numa dessas visitas, o carcereiro esqueceu Sinhozinho lá dentro, e saiu para resolver algum assunto particular. O povo, na cidade, ao saber que ele ficara esquecido dentro da cela, fez um romaria burlesca para visitá-lo, lamentando o fato de como fora capaz de fazer parte de um assalto daqueles.

 

Recordo ainda ele dançando no meio da praça, ao som de um alto falante, enquanto as pessoas gritavam: “Olha o urso, olha o urso !” E das pedras que tirava da terra, lapidava e comercializava: esmeraldas, ametistas, topázios. Centenas de milhares de dólares desfilando pelos seus dedos, e ele sorrindo, com um estranho ar de desprezo por aquilo tudo. De uma outra vez, foi seqüestrado por bandidos em Copacabana, levado para uma favela, e lá lhe pediram as pedras ou perderia a vida. Sinhozinho acalmou os bandidos, dividiu com eles as pedras, e voltou com outras tantas no bolso. E vivo.

 

Lembro dessas estórias e de muitas outras. Uma delas, numa fazenda dele no alto sertão baiano, onde eu e meu pai fomos pesquisar uns calcários, e de noite, fui dormir ao relento, num banco de madeira. Acordei de madrugada com um cavalo de sentinela ao meu lado, que me olhava demoradamente, como se velasse meu sono.

 

Devo a ele tanto, e nunca lhe disse isso. Disse apenas o quanto o queria bem. Mas faltou dizer mais, muito mais.

 

Passei doze anos escrevendo Neruega, e hoje me sinto mais ou menos como os ladrões de esmeraldas na cadeia de Campo Formoso, só que sem direito a tão ilustre visita. O meu livro é impregnado de pessoas boas, generosas e humildes como ele.

 

Quando meu pai me contou do ônibus que vinha de Fortaleza e caiu dentro de um açude, e que dentre os mortos estava Sinhozinho, um filme de lembranças não pára de rodar na memória encarcerada. E ao me perguntar: “Meu filho, onde é que vamos achar outro amigo como ele?”. Eu contornei dizendo que cada amigo é único, cada amigo é insubstituível, precioso. Mas eu bem sei que não respondi completamente a sua pergunta.



                                       

 

                                     (Sinhozinho e eu – Sertão do Alto Rio Salitre/BA - 1995)



Escrito por Luis Manoel Siqueira às 17h45
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