NÃO FICA MUITO LONGE

Não fica muito longe. Basta caminhar pela noite, dobrar a esquina. A noite ajuda. Pessoas voltam para casa, levam carne, pão, cansaço. Na frente de uma pequena barbearia, o barbeiro cochila deitado na velha cadeira reclinada. A luz que sai pela porta ilumina as pedras do calçamento. Não fica muito longe. A poucas lembranças de algum lugar, de algum instante que passou. Saberemos quando chegar. O lugar é acolhedor. A mesa nos cabe. O copo é cheio e, a musica, um trem de portas abertas.
Escrito por Luis Manoel Siqueira às 08h01
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