MORTO DE SEDE...
A história que o povo recria. A deliciosa mistura entre o sagrado e o profano que aproxima o divino do humano. Gosto de investigar este tipo de poesia que surge das ruas, das festas das ruas. Vi uma vez um conjunto de doutores de Coimbra cantar um fado: SAMARITANA. Nunca esqueci a letra. Agora, com a internet, achei-a por completo. SAMARITANA (Fado de Coimbra) (Alvaro Leal) Dos amores do Redentor Não reza a história sagrada Mas diz uma lenda encantada Que o Bom Jesus sofreu de amor Sofreu consigo e calou Sua paixão divinal Assim como qualquer mortal Um dia, de amor palpitou Samaritana... da aldeia de Sicar Alguém espreitando te viu Jesus beijar De tarde quando foste encontrá-lo só Morto de sede, junto á fonte de Jacó E tu risonha acolheste O beijo que te encantou Serena empalideceste E Jesus Cristo corou Corou, ao ver quanta luz Irradiava da sua fronte Quando disseste ao bom Jesus: Que bem eu fiz Senhor, em vir á fonte 
Escrito por Luis Manoel Siqueira às 14h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|