O BEM SÚBITO

Ainda muito menino, com 17 anos, eu fui envolvido pelo mundo intelectual do Recife, no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Era um tempo de grande agitação cultural e política. Conheci grandes poetas,jornalistas e escritores. Um deles, talvez o último, foi Geraldino Brasil. Alberto da Cunha Melo foi quem me apresentou. Ele era um senhor de idade, muito educado. E me falou sobre o seu livro: O BEM SÚBITO. Ele me disse assim: - Sabe, Luis, na vida, a gente vive cheio de males súbitos: derrames, enfartos, acidentes... Mas eu descobri que a vida não é só isso. Acontecem também os bens súbitos! Os encontros inesperados, as surpresas da vida... Geraldino Brasil - que bela figura humana ! Há pouco mais de dois anos eu tirei uma jovem mulher para dançar numa festa.
Hoje sou casado com ela. - O bem súbito, Geraldino ! O QUE NÃO SE CALA ... Rir é preciso, uma risada. Mas Deus não gostará do homem sempre de gargalhadas gordas que não se cala mesmo diante do palhaço de coração ferido. ... Geraldino Brasil
Escrito por Luis Manoel Siqueira às 16h58
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